12-08-2008
O zen na dança do ventre
Oi habibtis !!! Tudo bem? Espero que sim.
Durante esses meu anos de estudo e pesquisa nessa dança tão vivencial , cheguei a conclusão que assim como nas artes marcais temos um grande caminho a percorrer tanto interno como externo e baseado nisso descobrir que o zen nas artes marcais deve ser totalmente aplicado pelas “ zens da dança do ventre’ tantos alunas com professora e principalmente pelas tal mestras!
“ Conhecer os outros é sabedoria, conhecer a si próprio é iluminação”. Lao –Tzu
São 15 pequeninos passos que temos que ultrapassar:
1° Esvazie a sua xícara
Todas as verdadeiras professoras devem esvaziar seus conhecimentos passando-o para suas alunas. Todas as praticantes deveriam esvaziar a mente dos conhecimentos passados e dos velhos hábitos para que assim novos conhecimentos possam novamente encher a xícara.
2° Processo, não produto.
O aprendizado da dança dever ser sempre um processo, uma busca pela iluminação, pelo auto-conhecimento. Devemos ser paciente, buscar o conhecimento sem estabelecer tempo.
Mas o mais importante é sempre lembrar que a dança não é um produto que podemos vender ou mesmo comercializar ela é uma arte e arte não pode ser fabricada como produto da cultura de massa.
3° Agarre o seu momento
A vida precisa ser apanhada no ato. Vivendo no presente você estará em contato pleno consigo mesmo e com seu ambiente; sua energia não se dispersa, ficando sempre a sua disposição.
4° Domine a pressa
O ensinar e o aprendizado são feitos a seu tempo; a verdadeira professora ensina cada aluna a seu tempo.
Aquelas que são pacientes nas coisas pequenas da vida e se controlam terão um dia o mesmo domínio sobre as coisas grandes e importantes.
5° Conheça os seus próprios limites
Aceite sua limitação como elas são e tire proveito delas. Na medida em que descobrimos e desenvolvemos nossos pontos fortes eles se impõem ás nossas fraquezas.
6°Aumente a sua linha
A melhor forma de aperfeiçoar e reforçar a sua linha própria linha é focar em vc, aprofunde seus estudos e conhecimentos; não perca seu tempo tentado cortar a linha do adversário.
7°Não perturbe
“Quem rouba meu tempo está roubando a minha vida.” Não deixe que qualquer coisa abale sua estrutura, busque sempre bate-papos, leituras, filmes que acrescentem significados a sua vida, só assim vc não perderá tempo.
8° Inatividade ativa
A pausa não é a falta de música - é parte integrante da composição.
Descanse, não faça o nada, assim você descarrega as energias “ruins” e carrega as energias neutras prontas para serem usadas para o bem!!!!
9° A respiração
A respiração controlada restabelece a calma, a confiança e a força.
10° Concentre sua mente
Exclua todos os seus pensamentos estranhos; pensamentos que não tem nada a ver com a conquista do seu objetivo.
11° Deixe a mente fluir
A mente deve estará sempre no estado de “fluidez”, devemos deixar os movimentos, a dança e principalmente as aulas fluírem naturalmente; qualquer coisa que interropa esse processo prejudica a continuidade da verdadeira dança interior.
12°Ação instintiva
Na dança e nas aulas, o conhecimento técnico é super importante, porém ele não basta, é preciso transcendê-lo para que assim a arte se converta em numa arte sem arte, brotando do inconsciente.
Nas atitudes devemos sempre seguir nossos instintos, nosso inconsciente nos diz “o que está certo e o que está errado”; as vezes ir para tal evento ou fazer tal apresentação pode ser muito mais prejudicial do que imaginamos.
13°Ignorar a comparação
A mente acima da matéria.
14° Múltiplas opções
Aprenda a acompanhar o fluxo da vida, a correnteza da existência. Aprenda a ser flexível, nunca nada é 100% certo ou 100% errado; aprenda várias técnica e ensine várias técnicas.
15° Vencer perdendo
A vida da bailarina oriental deve ser uma eterna busca por conhecimento e iluminação, sempre que a conquista chega, devemos perdê-la de vista e começar tudo de novo!
Quando se sabe o valor de sua arte, não importa se perdemos para outra bailarina ou professora; ás vezes se deve lutar outras dar no pé. Se soubermos o nosso valor nunca realmente iremos perder.
Não preciso dizer mais nada....
*livro mais pesquisado: O zen nas arte marciais.
15:00 Escrito em Crônicas e Críticas | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail | Tags: 15 passos zen na dança od ventre
04-08-2008
O treino
Minhas lindas e queridas leitoras e praticantes desta arte divina de dançar com o ventre, todas nós sabemos que começar a dançar é um grande passo que decidimos dar em nossas vidas e depois da primeira aula sentimos aquela ansiedade de saber tudo e dançar como as sacerdotisas...
Porém o caminho a ser percorrido é um “processo”; você irá percorrê-lo á camelo e não a cavalo e vc já viu um camelo correr? Ele fica todo desengonçado, na dança é a mesma coisa se nos apressarmos ela fica “desengonçada” e sem graça!
O verdadeiro aprendizado vem com o aprofundamento da experiência, com o contato com vc mesma, no começo quando temos que dançar sem coreografia pensamos:
-Não consigo lembrar dos passos, naõ sei como unir um movimento ao outro, não consigo me expressar, fico sem criatividade... Tudo isso faz parte do processo, do aprendizado, porém o seu desenvolvimento vai depender de duas coisas : da sua professara e de vc.
A sua professora deve te incentivar a buscar a sua dança, ela tem que te ajudar a entender os passos, ela tem que te ensinar a dançar;
De vc vai depender do seu empenho, do seu estudo, do seu contato com o seu interior, da sua perseverança e da sua paciência!
Agora tem algumas coisas básicas que ajudam mto a desenvolver a dança: uma delas é estudar a música árabe, escutar, escutar e escutar música árabe assim quando vc dançar sua mente irá automaticamente “mandar” para o corpo os passos para aqueles ritmos;
Outra coisa é dançar livre o máximo que vc puder, pois assim vc irá forçar seu mente a lembrar dos passos;
Treinar os passos dado nas aulas em forma de grupos, movimento ondulatórios, deslocamentos e movimentos rítmicos;
Assistir vídeo, shows, apresentações pois através do nosso olhar a mente grava as imagens e os movimentos das bailarinas e isso aumentará seu repertório;
Deixar a emoção vir a tona, dançar com seu coração, com a sua alma sem se preocupar em fazer e acontecer...
A melhor apresentação de dança do ventre que já assisti foi uma em que a bailarina foi ela mesma!
Lembre-se vc vai chegar a seu objetivo, não determine o tempo, só saiba que vc irá chegar lá!
00:00 Escrito em Dança do ventre | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: dança do ventre, belly dance, dança arabe
24-06-2008
A tal da autoconfiança
Às vezes me pergunto cadê a tal autoconfiança? Não dizem por ai que a dança do ventre resgata a auto-estima? Então por que há tanta bailarina insegura? Pq. tantas querem aparecer mais que outras? Pq. tantas falam maus umas das outras, pq. querem tanto competir?Será porque a verdadeira dança não conseguiu penetrar em suas entranhas?
Na verdade, é a alma da bailarina que precisa entrar em contato com a dança, assim como na vida é nossa alma que precisa entrar em contato com o divino, com a paz, com nós mesmo para encontrar o ponto “X” que nos leva a autoconfiança. Não adianta somente dançar se vc não acessar a sua alma, se eu verdadeiro.
Não coloquem máscaras para mostrar ao mundo o quanto vc é autoconfiante, auto resolvida, auto-suficiente se na verdade vc está em busca de tudo isso assim como todo mundo está. Pare de disfarçar e se junte a aqueles que estão no mesmo caminho que vc e quem sabe uma ajudando a outra conseguiremos atingir a verdadeira confiança.
Entregeu-se verdadeiramente de corpo e alma a dança, que ela fará vc puxar o fio da meada!
Boa Viagem!!!!
14:25 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: autoconfiança, dança do ventre
12-06-2008
Ah o amor ....
É hoje o tal dia dos namorados, algumas de nós fizeram uma coreografia de dança do ventre para dança para ele, outras até mesmo fizeram aulas especifica de dança só para esse dia! Não é de hoje que nós mulheres usamos de 'artifícios" para seduzir, quem não conhece a história de Cleópatra? Dizem que ela nem era tão bonita assim , mas seu poder de sedução era digno de uma Deusa!
E por falar em deusa aqui vai um texto sobre esse tema:
"Segredos de amor dos Deuses Pagão"
O que nos conforta é saber que mesmo os Deuses e as Deusas têm também problemas amorosos, brigas conjugais, envolvimentos legais e adultérios.
Se vc estiver passando por problemas com um homem agressivo? Chame por Juno, pois existe uma infinidade de histórias que tecem comentário a respeito de Júpiter e seu marido!
Por acaso sua auto-estima anda em baixa? Rogue por Narciso, pois era um homem que sabia exatamente o quanto era sexy e bonito!
Você está louca para se livrar do controle do seu namorado ou marido? Chame por Lilith ou Diana.
Se vc quer mesmo é conquistar o coração de alguém aqui vai a formula para o óleo de beleza de Afrodite:
1 dracma de óleo de gerânio como base;
10 gotas de óleo de gerânio;
10 gotas de óleo de lilás;
10 gotas de óleo de maçã;
1 pitada de folhas de morango;
2 pitadas de folhas de gatária;
1 pedacinho de ambar.
Misture todos os ingredientes na sexta-feira mais próxima da lua cheio, ( sexta que vem dia 20/06 é lua cheia). Dê poder ao óleo, repetindo por sete vezes o encantamento que vem a seguir:
“Afrodite nascida do mar;
Uma dádiva sua eu vou pedir;
Tal como esse doce aroma enche o ar;
Que um pouco da sua beleza comigo você queira repartir."
Fonte: Livro: Feitiço de amor, autora Lilith Mclelland.
É isso, porém queridas amigas usem com sabedoria e nunca passem o óleo para dançar, pois toda mulher já é bela ao dançar!
15:06 Escrito em Crônicas e Críticas | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: dia do namorados, afrodite, amor
06-06-2008
Dança do ventre ou fábrica de clones?
Olá colegas, resolvi escrever este artigo depois de passar uma manha preguiçosa na Internet atrás de vídeos de Dança do Ventre pra me distrair, mas uma vez volto ao ponto inicial: De onde vem tanta falta de personalidade? Será que a dança é uma fábrica de clones? Pelo menos no Brasil eu estou convencida que sim, o tema é tão providencial que a única novela brasileira que divulgava maciçamente a Dança do Ventre se chamava O clone, acaso? Sinceramente eu não acho.
Toda vez que surge uma "inovação", parece que todo o contingente de bailarinas brasileiras se sente obrigado a seguir os ditos "novos" moldes da dança.
Pois bem, como vocês sabem, eu já tenho mais de uma década de dança e já presenciei milhões destes modismos, enumerarei alguns aqui.
Quando eu comecei em 1997 a grande estrela da dança no Brasil era a Cláudia Cenci, então, toda bailarina que se prestasse tinha de ter roupa do ateliê Tony e Roby e fazer os mesmos trejeitos da Cláudia, (que são bem característicos vocês podem ver no vídeo a baixo), o uso das mãos, o movimento do olhar as poses a cara de boneca, TODO MUNDO ERA IGUAL! Tinham também as que só lembravam e algumas bravas guerreiras que eram diferentes, mas por algum motivo não apareciam nos grandes eventos da época. O maior era o mercado persa, que inclusive tinha milhões de concorrentes exatamente nos mesmos moldes.
http://www.youtube.com/watch?v=1A0L1i5kvi8
(o vídeo da Claudia não é da época, mas da pra entender do que estou falando).
Pois bem, ai veio a Najua com o vídeos os 4 elementos, um sucesso absoluto! O que transformou dançar com a espada uma obrigação moral!
Os rolamentos no chão (que de fato são uma criação da Gisele muitos anos antes) a espada na barriga com movimentos ondulatórios, a espada na coxa, e sobe a coxa, shime com a espada na cabeça, giros com a espada na cabeça, todos estes movimentos feitos pela Najua no vídeo pareciam ser movimentos obrigatórios da dança, e sem falar da musica que parecia ser a única possível de se dançar com a espada.
Era quase como uma Ballet de repertorio cujo solo é aquele, a música é aquela e é um crime não dançar igual. Bem mando a vocês o vídeo da Najua, e tenho certeza que vocês já viram outras bailarinas fazendo as mesmas coisas.
http://www.youtube.com/watch?v=GfebwEGWn6k&feature=relate
Nesta época, (fim da década de 90) a khan el khalili já existia ma a LuLu não era o furor que é hoje em dia.
Para mudar esta situação, ela começou a viajar e fazer aulas fora do país, pois bem, foi nos EUA que ela descobriu o véu de Palha de Seda ou Seda Etuale como se chama em SP, pois é garotas, creio que essa parte da historia vocês já conhecem....O primeiro foi o de arco – íris, muito popular ate hoje, era uma obrigação: Ou tem ou morre! Depois os da Tetê solto com colorações diversas... e o país se rendeu! Acabaram - se as opções. Véu só de seda! E só tingido! Nada mais de outros tecidos, nem outros modelos, é crime!
Ao mesmo tempo a Lulu inventou uma outra maneira de usar o véu, que até então se dançava a maneira da Cláudia que aprendeu com a Samira, que ensinou o mundo inteiro: Véu só com musicas lentas e movimentos suaves, usava - se muitas entradas lentas, fazendo poses com o véu e se ocultando atrás dele “o véu é a alma da bailarina, não maltrate a sua alma” acredite era isso que ensinavam pra gente na época.
Pois bem isso vocês também conhecem, onde esta o veuzinho lento, gentil suave? Morreu! Agora é lei: véu tem de ser com movimentos vigorosos, com música de impacto e quanto mais movimentos com ele melhor! Enrola, desenrola, joga, solta, gira, principalmente isso, gira muito rápido várias vezes! Que diabos de bailarina é você que não sabe girar? Tem de girar sim! Dança do ventre é giro! Eis que surge mais uma lei... e esta vigora até os dias de hoje.
http://www.youtube.com/watch?v=Dhujg-ljzGs
Eis que no novo milênio surge uma alternativa, que eu e muitas corremos ansiosas para ver com nossos próprios olhos, a LUXOR, com a Hayet e seu IAMED, prêmio conseguido na Califórnia, estilo de dança até então conhecido por alguns poucos gatos pingados no Brasil (eu já conhecia, houve uma breve febre de Suhaila Salimpour no Brasil na década de 90).
Era muita coisa nova, uma bailarina que se auto - intitulava grande mestra, roupas de lycra, estrutura empresarial digna da Herbal Life, coreografias holliwoodianas e lá estava ele: A próxima lei insolúvel da dança do ventre brasileira - o Véu Wings.
Quem ousa hoje em dia não dançar de Wings? QUEM? Bem fora eu muito poucas. E as roupas de lycra então? Ta até difícil achar as velhas de cinturão carregadas de franjas. E apalavra professora? Sumiu do vocabulário de quem dança. Agora quem é boa se chama MESTRA! Eu só me pergunto quantas delas concluíram o mestrado...
http://www.youtube.com/watch?v=7eJlQN-n8jo
Agora de norte a sul TODO MUNDO QUER SER A NOVA BELLY DANCE SUPRSTAR! Acharam até uma no Brasil! E eis que no novo milênio Dança do Ventre deixou de ser uma dança árabe pra ser uma dança americana, isso mesmo AMERICANA! Com as Belly Dance Super Star como os maiores ícones da dança mundial, e suas fusões, torções e distorções e estilos extraídos da cabeça de alguns super produtor de Hollywood. As Super Star sim, essas sabem o que é Dança do Ventre!
http://www.youtube.com/watch?v=_k-ZIdQZhz8&'
E lá vão milhares de outros modismos copiados sem questionamento algum por minhas colegas: roupa de fuxico, roupa com flor de plástico, calça tipo banda de forró, tribal, fusion, imita a Samara, imita a Amany, imita a Dina, imita a Lulu, imita a Hayet, imita a Jilina, imita a Saída, imita, imita , imita, imita, imita.....
CHEGA! Vamos dar um basta a esta fábrica de clones, a final nos estamos falando de ARTE, e ARTE (escrevo com letras capitais para frisar a importância da palavra) significa criatividade, unicidade, personalidade, goste ou não goste e história da arte é feita pelos inovadores, pelos precursores, todos os clones - ou seguidores se quiserem escolher uma palavra mais suave - não serão contemplados pela historia.
Vivam as bailarinas com personalidade! Vivam aquelas que ousam ser si mesmas! Três hurras aos céus para as colegas que a despeito das leis vigentes na Dança do Ventre brasileiras tem a bravura de serem elas mesmas! Abaixo os clones! Espero que você leitora desista de ser mais um.
Maíra Magno
Bailarina e professora de Danças Árabes.
(não mestra, eu não fiz o mestrado!)
18:15 Escrito em Crônicas e Críticas | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail | Tags: clones dança do ventre
15-05-2008
A dança da transformação
Às vezes quando estou dançando sinto a energia fluir, o coração se enche de luz e emoção... Aquela adrenalina que sentimos ao esperar a introdução da música é o que impulsiona a energia... Sempre soube que a dança era uma forma de prece, de reverenciar, de meditar, porém, de transformação eu descobri a pouco tempo. Um dia estava exalta, cansada de tudo e de todos, sem vontade para nada..desiludida; aí pensei vou fazer uns shimies para dês estressar , dos shimies, comecei a dança, a dançar, a dançar quando fui ver já tinha se passando mais de meia hora que estava dançando sem parar...quando parei tive uma insight que me ajudou a entender tudo que estava passando! Aquela dança transformou meu momento.Quando a gente encara a dança de uma forma mais "mística e terapêutica" ela se torna mágica! Vale a pena tentar, por isso dance, dance , dance....
02:10 Escrito em Dança do ventre | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: dança do ventre, autoconhecimento, caixa de pandora
14-04-2008
Ética e a dança
Ética do Lat. ethica < Gr. Ethiké s. f., ciência da moral; moral;
Filos., Disciplina filosófica que tem por objeto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.
Ética, ciência da moral, mas quem definiu o que é moral? O conceito existe, mas será que é igual para todo mundo? E como ele é relacionado com a dança?
Cada pessoa define o que é ética e o que é moral na sua vida. Se ética é uma ciência, ela pode ser estudada e com isso adquirida, basta irmos à busca, porém não todo mundo que se preocupa com isso.
Ética, no meu vocabulário, significa ter respeito por si e pelos outros, ser sempre verdadeiro, compreender as leis do universo, não passar por cima de ninguém, ter consciência de seus atos. Ser ético é ser honesto com você, com as pessoas, com o mundo e principalmente com a dança.
A dança tem que ser original, tem que vir da sua alma, ser seu espelho... Não deixe que nenhuma professora, sem ética, destrua sua imagem e construa uma nova imagem baseada na opinião dela; seja crítica e observadora, não siga qualquer vento, principalmente aqueles que se auto-titulam de "Mestras" disso, " Mestra" daquilo. Hoje em dia é comum “ter título” de mestra, mas o título de mestre não é dado quando se faz mestrado? Então essas professoras fizeram mestrado? Em que? Dança do ventre? Será que existe? é ético ser chamada de "mestra'? Nem quero entrar no mérito de algumas bailarinas se comportam como Divas e super mestras, isso é ético??
È normal essas amoralidades leviana de algumas mulheres com o superego inflado? Por que caímos nesse conto da vigária? Cadê a ética? Acho que ela dançou!!!
21:55 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: dança, ética, mestra
17-03-2008
Despertando o Autoconhecimento profundo
Dança do ventre, dança que revive nossas raízes, que desvela nosso feminino, que ressalta nossa auto-estima. Ao iniciarmos o aprendizado da dança, logo nos deparamos com ele, o espelho. Algumas de nós já estamos acostumadas a usá-lo, outras nem tanto, porém na aula de dança ele será seu companheiro.
Através dele, começamos a nos redescobrir, ficamos de frente com o nosso corpo em movimento, observamos nossas dificuldades, admiramos nossa beleza, contemplamos o nosso feminino.
Em algumas de nós, logo surgem várias autocríticas, inseguranças, inveja e conforme o tempo vai passando e nossa dança vai se desenvolvendo, tudo começa a ficar ainda pior, o ego, o estrelismo, a falsidade, o egoísmo; Quem nunca se deparou com uma bailarina de dança do ventre “metida”? Algumas mulheres vão ao limite, passando por cima uma da outra, sem nenhum respeito pela dança, é como se elas fossem às próprias Deusas encarnadas e os humanos têm obrigação de cultuá-las, o super-ego entra em ação.
E é aí que entra o autoconhecimento, a dança abre a nossa caixinha de Pandora. Segundo o mito, Zeus para se vingar, criou Pandora, a primeira mulher, e enviou-a a Epimeteu , que a deveria tomar como esposa. Contrariamente ao que o irmão, Prometeu, lhe tinha aconselhado, Epimeteu aceitaria este presente vindo do Olimpo. Infelizmente, Pandora viria também com um objeto, uma caixa, no qual estavam contidos todos os males, dos quais a humanidade estava ainda liberta. Vítima da sua curiosidade, esta primeira mulher abriria a caixa libertando todos os males e deixando, curiosamente, um simples dom por libertar - a esperança.
O autoconhecimento é fundamental para desenvolver o amor por si mesma e para fortalecer a auto-estima. É muito difícil alguém se conhecer interiormente quando a busca está sempre no externo e se autoconhecer sem saber quais são seus males é uma tarefa quase fantasiosa. Quando conseguimos reconhecer quais são nossos pontos negativos podemos mudá-los e com isso crescer como pessoa, só reconhecermos a luz quando sabemos o que é a sombra.
A dança do ventre abre as portas para que esse processo aconteça tanto para reconhecer os pontos negativos quanto os positivos. É um aprendizado que exige perseverança, confiança e a esperança de que com o tempo, você saberá exatamente quem é o que quer e acima de tudo, você será realmente você! Ta pronta?
p.s Matéria escrita para o jornal Folha Paulistana
14:25 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: dança do ventre, autoconhecimento, caixa de pandora
03-03-2008
Competição Oculta
Sabe andei pensado, será que estamos em uma competição oculta? Será que é tudo fachada? Fingimos estar tranqüilas umas com as outras, mas basta chegar a hora de se apresentar, ou a hora de ser contratada para um show, ou a hora de formar novas turmas, ou a hora mais importante assistir a uma dança da outra que tudo muda? Como saber se sua amiga da dança é realmente sua amiga? Nós mulheres somos inseguras, temos medo uma das outras e na dança do ventre temos que tomar muito cuidado, pois ela é um desabrochante natural de inseguranças e medos... Como controlar isso? Talvez se olhássemos mais para nós mesma e cuidássemos mais de nós mesma não teríamos tempo ou nem precisaríamos ter esse medo, essa insegurança... Talvez temos que lidar com a nossa lua negra e esse seja o segredo... Acreditar em nós mesmas, dizer todos os dias que você pode, você é tudo isso e que há espaço para todas, afinal a essência feminina é a mesma ... Acredite a gente pode parar com essa guerra fria feminina, com essa competição oculta, basta você se desarmar, admirar e respeitar a outra, se olharmos a mitologia as Três Graças que nasceram da união entre Zeus e Eurínome, cada uma tinha sua "função", sua missão e as três emana o deleite com a vida e a fruição da arte, da música e do amor, seus nomes eram Tália (a que traz flores), Aglaia (brilho e esplendor) e Eufrosine (júbilo e alegria). Cada mulher tem sua missão na vida e é por isso que não deveria existir competições, inseguranças, inveja... Somos todas uma!
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04:08 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: insegurança, competição oculta
28-02-2008
A Influência da Lua (no tarô) sobre a Dança do Ventre.
A carta da Lua representa uma grande prova no caminho, neste período entramos em contato com perigos, se transformando em armadilhas do ego, nosso lado mais obscuro, que ao mesmo tempo, tem por objetivo emergir deste para a luz, dando uma oportunidade de aprendizado, ou seja, a lua representa a mais profunda sondagem da nossa natureza interior.
É freqüente algumas mulheres que aprendem a dança do ventre, se deslumbrarem com o poder adquirido, sucumbindo as tentações do ego.
O encontro com as forças do inconsciente é perigoso, algumas mulheres com uma consciência desenvolvida possuem forças para não serem engolidas pelo ego, o perigo de se iludir com esta imagem distorcida que ela faz dela e do mundo, pode ocasionar uma fuga da realidade, correndo-se o grave risco de não haver um retorno para esta, pois a torrente de imagens que o ego desenvolve é sempre mais bela e fantástica, levando a uma sensação de poder, poder este que apesar de ser ilusório é prazeroso e traz benefícios momentâneos, o que faz com que estas imagens muitas vezes perdurem.
Vivenciar a carta da lua é adentrar neste obscurantismo, analisar o contexto em que está inserida, detectar a ilusão criada pelo ego, superar esta ilusão e reencontrar o seu verdadeiro “eu”, trazendo assim um amadurecimento e aprendizado.
Segundo Linda Goodman, em seu livro, “ Os Códigos Secretos do Universo”, a carta da Lua simboliza o materialismo empenhado em destruir o lado espiritual da natureza, em alguns casos, indica a ostentação de dinheiro ou alcance de posições através de táticas por meio da guerra ou outros conflitos e para ela a única maneira de diluir ou diminuir seu efeito sobre a vida é usar meios espirituais. Desta maneira a vibração 18 ( carta da lua), pode ser usado com grande sucesso na iluminação e no conhecimento.
Já segundo Yung, esta superação só se dá através de um mergulho no seu inconsciente, certa vez ele comparou o homem moderno com o dono de uma casa, que ouve um barulho inexplicável no porão e então, para se acalmar sobe ao sótão desliga a luz e constata que nada aconteceu, ir ao sótão é “ ir para a cabeça” e eliminar de uma vez por todas tudo que possa nos causar medo, é fácil. Ir ao porão, a espaços escuros cheirando a umidade e mofo, ao contrário, desperta sentimentos de angústia e por isso é tão difícil, pois lá encontramos nosso lado sombrio.
O encontro com seu lado mais sombrio, esta viagem ao seu inconsciente, inicia-se no seu chacra básico, pois a bailarina se encontra em contato direto com a matéria, abordando somente este lado, e termina no chacra Sahasrara (último), pois este rege a consciência infinita, seu lado espiritual, momento em que a bailarina tem a sua consciência elevada, sendo que quando há uma entrega verdadeira à carta da lua, a bailarina entra em contato com a energia de todos os chacras.
Todo ego sonha ser divino e imortal, por esta razão as bailarinas de dança do ventre correm um sério risco de cair nas tentações deste ego, devido a sua exposição e o impacto causado nas pessoas e em si mesma, sendo assim esta imersão nas profundezas de seu inconsciente e a superação deste desafio, traz uma enorme ampliação da consciência e de sua forma de encarar a vida.
01:54 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail | Tags: lua, tarot, dança do ventre




