Segunda, 30 Março 2009

Desafio

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Inspiração é chave para uma nova criação, para uma nova perspectiva. Minha primeira inspiração na dança oriental aconteceu quando eu tinha mais ou menos 12 anos assisti o desenho do Alladin e me apaixonei pelo cenário, pelas roupas, pela Yasmin!

Hoje, a busca pela inspiração e pela criação de novas formas de dançar, faz parte do meu cotidiano, por isso vou propor para vocês, minhas queridas leitoras, o desafio de criar um dança baseada nessa linda imagem acima.

Criem uma história, escolham a música e o figurino que combinem com ela, se entreguem ao mundo maravilhoso da inspiração!!

Quem aceitar o desafio, pode me enviar o link do video ou mesmo fotos, que divulgarei aqui!

Todas que participarem estarão concorrendo ao livro; Dança Experiência de vida da María Fux!


Logo logo divulgarei o meu :)

Participem!!!

E-Mail para envio dos links e fotos: nassihsari@yahoo.com.br

Domingo, 15 Março 2009

Dança do punhal, uma dança esquecida

2715 aa.pngEm algum lugar li que: o punhal surgiu nos bordéis da Turquia, quando as européias eram escravizadas e levadas aos bordéis (1600-1700). Época em que os Mouros raptavam as mulheres a mando do Sultão da Turquia. O punhal era um instrumento de defesa e de comunicação entre a bailarina e a platéia. Na cultura cigana, o punhal é a imagem da luta e vontade de vencer. Representa honra vitória e êxitos. Os Ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, símbolo de superação e pioneirismo.

Hoje em dia, a dança do punhal está "esquecida", é raro ver uma grande bailarina executando este estilo. O que tem por aí são representações pequenas e algumas, em minha opinião, sem conteúdo nenhum. Vejo coreografias com movimentos de combate, com músicas que não combinam com a filosofia do instrumento.

O punhal nunca foi usado em combates, ele era usado para se de defender ou mesmo para planejar assassinatos contra os malfeitores, sua dança representa mistério e a bailarina tinha que mostrar poder, afinal ela carregada uma arma que simbolizada a morte, liberdade, sexo e a transformação. O punhal não é o bastão, este sim era usado em lutas e combates.

Por que está dança está esquecida? Por que menosprezamos sua história?

Sei que dançar com a espada chama muito mais atenção, porém sua história, sua utilização, não é tão cheia de segredos, de complôs, de magia, de sedução como a do punhal.

Essa dança merece reconhecimento, pois ela honra uma época em que as mulheres eram reprimidas, escravizadas e ridicularizadas e tiveram a coragem de se defender.

14:53 Escrito em Dança do ventre | Permalink | Comentários (5) | Enviar por e-mail | Tags: punhal, dança, adaga |  del.icio.us | | Digg! Digg |  Facebook

Segunda, 09 Março 2009

Dia internacional da mulher

Texto da minha querida aluna Carla Silva

"Está chegando o dia em que celebramos o dia da Mulher. Motivos, interesses e falsa preocupação a parte, essa é uma data muito importante, que deveríamos celebrar com muita satisfação e gratidão.
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Analisando a sociedade e seu comportamento desde a geração das nossas tataravó (não porque a coisa toda começou aí, mas apenas para deixar a observação mais próxima da nossa realidade), é evidente a desvalorização da mulher. Podemos tomar como exemplos o fato dela servir de moeda de troca, ter a sua espontaneidade reprimida por comportamentos didatoriais que beneficiavam os homens, ter seu direito à palavra totalmente cassado, além da total dependência financeira e psicológica do pai ou do marido.

Tal repressão e a repetição dela durante séculos e mais séculos, fez com que a mulher se desvalorizasse também. Ela ignorou argumentos internos lógicos que iam de encontro ao que era imposto e perpetuou a forma de pensamento podária atráves da educação dos filhos e filhas (a famosa ditadura do "homem pode tudo e mulher não pode nada").

Outra questão interessante que sobre a qual podemos abordar é a sexualidade. Quem de nós não se lembra das conversas de nossas avós, tias, mães? As mulheres deveriam reprimir suas vontades e não manifestar qualquer aprovação ou desejo sexual. Isso me intriga e dá coceiras: como se pode, tendo dois filhos (de sexos distintos, óbvio), ensinar ao menino a experimentar sexo de todas as maneiras a partir da adolescência e à menina que ela deve segurar o tchan até o casamento (que provavelmente aconteceria com um cara que nunca tinha visto ou mal conhecia)?

Todas nós temos na família alguma mulher que foi mãe precocemente (algumas foram escurraçadas de casa), achavam (ou acham) que sexo é pecado ou obrigação do casamento ou demonstração de amor; ou ainda, muitas que, apesar de um casamento de décadas, nunca chegaram ao orgasmo. E quanto ao fato de todas nós acreditarmos naquela baboseira do felizes pra sempre (que ainda replicamos para nossas filhas)?

O mais triste de toda essa história são os confrontos internos que nós mulheres temos de tempos em tempos. Quantas de nós um dia não nos julgamos merecedoras de elogios e por isso quando os recebemos não sabemos simplesmente agradecer e aceitar aquelas palavrinhas fazem bem e inflam o ego? Quantas vezes vc já não se pegou acabando com vc mesma?:

" Estou velha demais pra isso..."; " Se eu não aprendi a dançar até agora, não aprendo mais. Nem vou perder meu tempo com isso..."; "Meu cabelo está uma palha, estou cheia de olheiras, gorda e acabada; nenhum homem vai me querer"; etc., etc., etc.

Por que não nos permitirmos sentir, ter, ser? Olhe para o espelho e encontrará o culpado. Nós aceitamos acreditar que somos somente um pedaço de costela, que não somos inteiras, completas e que temos que buscar fora o que está há muito tempo ibernando dentro de nós.

Estudando alguns contos de religiões pagãs, soube que antigamente as mulheres eram a ponte entre a Terra e o divino. Elas faziam rituais em homenagem à Grande Mãe (a natureza) e aos deuses para pedir chuva para uma boa colheita, saúde para sua família, rituais pelos quais também se agradecia pelo alimento recebido e a dança e o sexo eram uma expressão sagrada, uma oração (é claro que eu achei isso o máximo, quem me conhece sabe o quanto adoro dançar e...). Bem, a mulher era conhecedora dos poderes das plantas, dos fenômenos da natureza e do comportamento do corpo humano. Não havia momentos em que titubeavam, pois ela sabia o poder que existiam dentro dela e como usá-lo. O poder que a faz ser bonita em todas as idades, o poder de a faz seduzir seu companheiro todos os dias, de passar conhecimento a seus filhos, de manter a harmonia e união da famíla e de ter certeza de que tudo está em perfeita harmonia com o universo e que é capaz de alcançar qualquer objetivo que queira.

Por isso, resolvi escrever esse texto. Precisamos resgatar esse poder que abandonamos no passado talvez por uma questão sobrevivência até. E quando uma mulher redescobre esse poder dentro dela mesma, se torna DEUSA.

Portanto, ensinemos às nossas filhas que o amor por elas mesmas é mais importante do que por qualquer outra pessoa. É esse amor próprio que permitirá a expansão desse sentimento em sua plenitude aos que as rodeiam. Ensinemos que o "felizes para sempre não existe", que uma relação é feitas de defeitos e qualidades de ambos. Mostremos a elas como gostarem de si como são, a se enfeitarem para si mesmas, a sorrirem o quanto puderem, a não querer competir com o homem, já que o universo dos dois são de naturezas diferentes. Mostremos a elas a importância de se descobrir a própria verdade que está dentro do coração de cada uma. Sejamos fortes para ensinar-lhes que o equílibrio dentro delas deve ser a fortaleza particular, onde elas se restabeleceram quando houver algum fato triste ou uma perda.

Deixemos de ensinar aos nossos filhos que secar louça, lavar o uniforme da escola ou arrumar a cama tira-lhes a masculinidade. Que apesar das mulheres dividirem as contas (depois do primeiro encontro, pelo menos, o primeiro sempre é deles chicas), é essencial que sejam cavalheiros, abram a porta do carro (ou deixem a mocinha entrar primeiro no busão), levem as sacolas das meninas e façam elogios verdeiros (tanto para namorada, para uma amiguinha da escola, para nós mães) sem segundas intenções, pelo simples fato de deixar a outra parte feliz. Ensinemos aos nossos meninos a falarem de seus sentimentos, a não diminuirem os outros garotos pelo fato deste ter medo do escuro ou de baratas. Afinal se queremos homens melhores, temos que lembrar da nossa parte de responsabilidade na tarefa.


A ambos, ensinemos que amor tem tudo a ver com liberdade e que podemos continuar amando alguém que não está mais perto de nós ou que quis tentar novos caminhos (amor não tem a ver com presença física e afinidades; liberdade é a maior de expressão de amor que se pode ter pelo companheiro, uma vez que o deixará livre para escolher); falemos tudo sobre sexo e o seu poder sem frescura, não do modo machista que vimos os pais ensinarem nossos irmãos e amigos, mas de forma natural, uma manifestação de um sentimento real (além de conhecer seu corpo, higiene, sáude, biologia dos genitais, como se tocar, pompoarismo, como chegar ao orgasmo) para não seja mais visto como algo sujo, como a "bateção" de bife que se mostra nos filmes pornográficos, mas algo sublime, de Deus.

Mas, chicas, antes de tudo isso, temos que ajeitar as coisas dentro de nós mesmas. Redescobrir o poder que existe em cada uma de vocês, sintam esse poder e o manifestem através da beleza de vcs, pelo olhar, pelo sorriso, pelo toque, pela voz. Tentem de todas as formas encontrá-lo: pela religião, terapia, dança, etc. Se olhem no espelho pela manhã e admirem o quão bonita vocês são. Sorriam sempre, tirem do vocabulário as palavras não e nunca, mantenham pensamentos positivos, harmonizando-se assim com o universo e o Deus trará o que o que vocês precisam para evoluir. Esse resgate está nas nossas mãos e nenhuma outra pessoa poderá fazê-lo, além de nós mesmas.


Sejamos deusas e ótimo Dia Internacional das Mulheres para vocês! "

"Mudamos o mundo quando mudamos antes a nós mesmos."

11:56 | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail | Tags: mulher, homenagem |  del.icio.us | | Digg! Digg |  Facebook

Quinta, 05 Março 2009

Vida de bailarina

celtic_dreams-lg11111111.gifVida de bailarina é díficil....
A gente tem que preparar a aula, lidar com os donos das academias, enfrentar a super concorrência, ter jogo de cintura, ser criativa, ser profissional, aguentar comentários ridículos em mesa de bar, dançar com a alma (senão, não vale a pena), temos que dar aula nesse calor de quase 36 graus, ser paciente, compreensiva, mesmo com mta cólica não podemos faltar (eu não me permito faltar), na TPM temos que segurar a "onda", temos que divulgar nós mesmas nosso trabalho, pesquisar outra bailarinas e tendências e por aí vai .... Ai santa Deusa onde fui amarrar meu camelo?! rs

O que faz tudo isso e muito mais valer a pena é ver o empenho das alunas, o seu comprometimento, é saber que elas estão com você nessa travessia do deserto!

13:57 | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail | Tags: vida, bailarina, dança, rotina |  del.icio.us | | Digg! Digg |  Facebook

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